Existem dois tipos de habitantes: os que pertencem e os que não pertencem à cidade. Levados às periferias, os que não pertencem lutam para garantir seu espaço no centro – próximos do trabalho, do comércio e longe do esquecimento. Lutam contra a gentrificação; processo que afeta uma região ou bairro pela alteração das dinâmicas da composição do local, tal como novos pontos comerciais ou construção de novos edifícios, valorizando a região e afetando a população de baixa renda local. Do escravizado Areal da Baronesa à Ilhota da década de 60. Da Vila Tronco, com as magníficas “obras da Copa” revelando as redes de esgoto, à Vila Dique, cujos moradores caminham 10 km até o posto de saúde mais próximo. Porto Alegre vive os resultados da gentrificação, mascarada como “renovação”, que exclui e ignora aqueles que lutam por um espaço ao centro.

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